Grécia Antiga

As origens da Civilização Grega datam de aproximadamente 2 mil anos antes de Cristo. Alguns estudiosos o chamam de período Homérico, uma vez que, para compreendêlo melhor, os poemas de Homero - "A Ilíada" e "A Odisséia - foram fontes de grande valor documental.

Vários invasores acabaram por penetrar na Grécia Antiga das mais diferentes formas. De modo geral, acabaram por adotar a língua e os seus costumes gregos. Em pouco tempo, ficou difícil distingui-los do povo que haviam conquistado.

Em sua vida cotidiana, os gregos que viviam nas cidades construíram suas casas em estilo bem simples ao redor de pátios abertos. Num dos lados da construção havia quase sempre uma sala coberta chamada pastas; e cômodos menores que davam para o pátio.

As construções gregas eram, invariavelmente, de pedra ou de tijolos. Estes eram secados ao sol e cobertos com estuque. Ruas estreitas formavam a paisagem urbanística, entre as casas desprovidas de janelas. No inverno, o aquecimento era feito a partir da queima de carvão vegetal em panelas.

A vida no campo não era tão diferente quanto a habitação. Os agricultores viviam em pequenas casas de pedra ou de tijolo. Geralmente, tinham a preocupação de erguer uma muralha de proteção com pedra ao redor do pátio, o qual incluía abrigos para animais.

As cidades eram núcleos urbanos independentes e autônomos de lavradores e proprietários de terras cujos rendimentos provinham principalmente da produção de azeite e de vinho.

O território dessas cidades era reduzido e o solo não muito fértil. Em cada uma havia a Acrópole, colina fortificada que funcionava como centro religioso; e a Ágora, local central onde se situavam os edifícios públicos, o mercado e a praça de reunião dos cidadãos. As cidades tinham também um porto marítimo e o território rural.

Segundo a cultura nacional, a população se aglomerava em volta da Acrópole ou se espalhava na área rural, constituindo, entretanto, campo e cidade, uma só unidade.

A organização política das cidades-Estado era oligárquica, baseada no domínio da nobreza hereditária sobre o restante da população.

Os cidadãos descendentes das famílias gentílicas, proprietárias das melhores terras, exerciam o poder como magistrados e como membros do Conselho de Anciãos e da Assembléia dos Cidadãos-funções e órgãos que existiam em cada cidade e aos quais somente os aristocratas tinham acesso.

Aos pequenos proprietários rurais, comerciantes, artesãos, armadores, estrangeiros e escravos não era permitida qualquer atuação nos negócios.


   Trabalho Escravo  |     Refeições  |     Vestuário  |     Agricultura e Economia  |   Transporte  | 

Trabalho Escravo

O trabalho escravo esteve
sempre presente, desde os tempos homéricos.
Os escravos eram estrangeiros adquiridos no
mercado ou prisioneiros de guerra.

Posteriormente, os pequenos proprietários
que se endividavam e não conseguiam saldar
seus compromissos eram transformados em
escravos do devedor, bem como
toda a sua família.


Refeições

A maioria dos gregos fazia apenas duas
refeições por dia. O almoço, conhecido como
ariston, era composto de apenas um prato
de feijão ou de ervilhas e uma cebola crua
ou um nabo cozido.

À noite, servia-se o deipnon, considerada
a refeição principal. Esse jantar era formado de
pão, queijo, figos, azeitonas e, por vezes,
um pedaço de carne ou peixe.

Como não conheciam o açúcar, os
gregos serviam mel para adoçar seus
alimentos. Usavam o azeite para passar no pão,
além de utilizarem o mesmo óleo na cozinha
e como sabão.

Em relação à bebida, a maioria dos gregos
adotou uma mistura de vinho com água.
Curiosamente, consideravam o leite um líquido
para ser consumido apenas por animais
e pelos bárbaros.


Vestuário

Na parte do vestiário tanto homens quanto mulheres
usavam um quitão, espécie de túnica que
descia até os joelhos ou tornozelos; um cinto
estreito prendia na cintura o quitão feminino.

A maior parte dessas túnicas era feita com
lã de caprinos - como carneiros,
por exemplo. Apenas os cidadãos mais ricos podiam
comprar aquelas feitas com linho ou algodão.

O povo usava quitões de cor marrom para
o trabalho e de cor branca nas ocasiões
formais. Ambos os sexos trajavamm também
mantos com pregas sobre
os ombros e braços.

Os moços, às vezes, usavam uma clâmide,
pequeno manto preso no ombro. As mulheres
podiam vestir também um peplos, que era
uma variação do quitão.

Dentro de casa, os gregos habitualmente
andavam descalços; na rua muitos usavam
sandálias. A maioria dos gregos vivia com a
cabeça descoberta.



Agricultura e Economia

A agricultura grega tinha na lavoura a
principal ocupação dos moradores da zona
rural. As colheitas mais comuns eram a
cevada e o trigo, na primavera; e uvas e
azeitonas, no outono. Além disso,
plantavam maçãs, figos e romãs.
Muitos proprietários rurais criavam cabras
e ovelhas. Os gregos empregavam cavalos e bois
no transporte de cargas e no trabalho.

Na parte de manufatura o artesanato era
produzido em quantidade, na Grécia.
Homens livres e escravos muitas vezes
trabalhavam lado a lado, recebendo
os mesmos salários.

Entre os principais produtos desse tipo
de produção destacavam-se desde utensílios
produzidos com metal à cerâmica, telhas para
cobertura de casas de todos os
tipos e tecidos de lã.

A base da economia grega estava
centralizada quase que inteiramente em três produtos
do setor primário: azeitonas, cereais e uva.
Os produtos rurais fabricavam azeite
suficiente para suas necessidades, mas tinham de
importar grandes quantidades de cereais,
principalmente do Egito, da Cítia (sul da Rússia) e
da Sicília. Em compensação, exportavam
prata, vinho e manufaturados.


Transporte

No aspécto do transporte era muito difícil
porque a região era muito montanhosa - onde
se concentravam as principais cidades. como
existiam poucas estradas e pontes, os gregos
transportavam mercadorias em carroças, burros ou
mesmo nas próprias costas.

Por outro lado, o transporte pela água era
mais fácil. Os comerciantes usavam o mar
para transportar suas mercadorias por meio
de pequenos navios de madeira. Os navios
mercantes não tinham convés e eram
movidos a remo e vela.

Por isso, às vezes, o clima não ajudava. O
comércio e os transportes praticamente
cessavam no inverno, quando a neve e as
temperaturas bloqueavam as vias terrestres e tornavam
perigosas as viagens marítimas.


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